Muitas pesquisas mostram que o Crack e seus derivados são uma epidemia entre crianças, jovens e adultos das grandes periferias e cidades interioranas. O uso indevido de drogas tornou-se um problema que atinge democraticamente a todos, não escolhendo classe social, etnia ou sexo. E quando falamos de drogas, nos referimos às drogas lícitas (álcool, cigarros, remédios, anabolizantes, etc.) e ilícitas (maconha, cocaína, crack, entre muitas).

Sabemos que existem muitos trabalhos preventivos e de combate às drogas, sendo realizados. Contudo, se existem muitos projetos de prevenção, por que a problemática continua a se desenvolver de forma alarmante?  Infelizmente não existe uma única resposta. As perguntas são maiores e mais complexas!

Possivelmente, informar não basta. Informar é falar sobre algo de forma distanciada. E muitos trabalhos preventivos se baseiam apenas na informação. Prevenir é antes de tudo educar! Porque na educação mostramos a informação de maneira crítica, aprofundada. Portanto, qualquer proposta de prevenção deverá ser apoiada em ações que gerem uma educação sustentável.

Uma educação voltada para a inclusão dos usuários, ou possíveis usuários de drogas, na sociedade a partir da valorização da vida. Isso implica em noções de valores humanos, na vontade e na capacidade para transformar a si e ao seu meio.
Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) uma pessoa bem informada terá menor possibilidade de usar drogas. Mas a informação no processo preventivo não deve ser baseada no medo ou ideias alarmista, preconceituosas. Isso faz com que as pessoas fujam e inconscientemente não assimilem o que lhes é passado.

E como a informação por si só não é suficiente para mudar o comportamento e as atitudes das pessoas, essa informação deverá se basear nas necessidades pessoais e sociais do indivíduo. Chamamos isso de educação. Ou seja, educarmos as pessoas para dizer não a tudo aquilo que irá lhe fazer mal e aos outros.